Em família. Nicolasito abraça o pai, Nicolás Maduro: operação em ilha teve membros do governo/Foto: Juan Barreto/AFP

Um ex-militar da Venezuela garantiu ontem Nicolasito, filho do presidente Nicolás Maduro, transportou “pacotes desconhecidos” pelo aeroporto de Ilha de Margarita, e acrescentou que pessoas “próximas” ao governo da Venezuela mantiveram encontros com o narcotraficante mexicano Joaquín El Chapo Guzmán nessa localidade.

Em entrevista à emissora de televisão colombiana NTN24, o ex-capitão venezuelano Sunny Balza Dugarte, que busca asilo político nos Estados Unidos, assegurou que “os carregamentos eram realizados durante as horas noturnas por caminhonetes que entravam diretamente na pista com pacotes desconhecidos”.

A operação, segundo Balza, era realizada na rampa militar do Aeroporto Internacional do Caribe Santiago Mariño, situado em Ilha de Margarita, e não tinha “nenhum tipo de controle aeroportuário, nem de narcóticos”.

O ex-militar, contra quem pesa uma ordem de prisão na Venezuela, não descartou que os pacotes pudessem conter substâncias ilícitas “pelo tipo de embalagem” e que eles eram colocados em “aeronaves de propriedade da estatal petrolífera Pdvsa”.

De acordo com Balza, os filhos de Cilia Flores, esposa do presidente Maduro, e o vice-presidente venezuelano Tareck El Aissami, utilizavam esse terminal aéreo para transportar “pacotes suspeitos”.

O ex-capitão também revelou que Nicolasito – Nicolas Ernesto Maduro Guerra – participou de “orgias com dezenas de mulheres” durante sua estadia em Ilha de Margarita, junto de “seus assessores, dos encarregados e de personalidades da diretoria da Pdvsa e do comando militar”.

Na entrevista, Sunny Balza Dugarte também mencionou que pessoas próximas ao governo de Nicolás Maduro tiveram encontros em Ilha de Margarita com o traficante mexicano Joaquín El Chapo Guzmán e outros integrantes do Cartel de Sinaloa.

Balza, que foi comandante da unidade militar adscrita ao aeroporto da ilha, disse que El Chapo, hoje preso nos Estados Unidos, chegava por via marítima “a cada dois ou três meses” e “se alojava na área de El Yaque, onde possui propriedades”.